A tirinha representa algo muito comum no cotidiano dos surdos: frases capacitistas. Strobel (2009) divide a historia dos surdos em 3 fases: revelação cultural, isolamento cultural e o despertar cultural.


Na visão ouvintista de mais de 100 anos atrás, o surdo era considerado incapaz, percorreu por fases em que foi oprimido, mas a partir da década de 60 começa o despertar cultural, e a língua de sinais começa a ser aceita progressivamente.

A língua de sinais é de extrema relevância na vida dos surdos, é com ela que os surdos narram suas experiências visuais e se comunicam, em sua maioria, além de preservar sua identidade. Negar a língua de sinais, é negar uma comunidade, sua identidade, sua história.

O desconhecimento da língua de sinais é impactante na vida dos surdos, gera uma perda de informações: uma reportagem sem tradução audiovisual, um programa, um curso; ele é mal interpretado, ouvintes que não os entendem, não sabem como agir; falta de clareza em atendimentos bancários, hospitais, entrevistas de emprego, entre muitos outros exemplos.

Referência:
STROBEL, Karin. História da educação de surdos. Florianópolis: UFSC, 2009.

Imagem: https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/educacao-e-midia/um-olhar-sobre-o-surdo-clinico-ou-social/